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Parceria para reconstruir a orla

O projeto de revitalização do calçadão da Praia de Piratininga, na Região Oceânica de Niterói, terá participação da Diretoria de Hidrografia da Marinha (DHN), que firmará um termo de cooperação com a prefeitura. A Marinha fará a modelagem matemática da orla para posterior detalhamento do projeto. O estudo deve ser iniciado assim que o termo for assinado com a Marinha.

A modelagem matemática estudará a dinâmica de correntes e ondas, a topografia, o ecossistema e fará simulação dos impactos na orla. A partir do resultado desses estudos será definido se é o caso de fazer o recife artificial anteriormente previsto e, caso seja, que tipo, posição e distância deverá ter da praia. Além disso, a modelagem vai orientar a reconstrução do calçadão e mostrará se o alinhamento dele precisa ser recuado.

Segundo a assessoria da prefeitura, “o projeto apresentado anteriormente ainda não está descartado. Será validado ou não pela modelagem. É importante destacar que assim que for definido o projeto básico, a Prefeitura de Niterói fará audiências públicas e o licenciamento ambiental”.

Enquanto ainda não há decisão sobre o projeto básico que será adotado na orla, os moradores e quiosqueiros aguardam com ansiedade pela reforma do calçadão. Segundo Walcir Nascimento, funcionário de um dos estabelecimentos locais, dias de ressaca ainda são motivos de tensão.

“Quando tem ressaca, o mar vem bater até aqui em cima. É algo que nos preocupa. Logo depois dessa última ressaca grande, botamos sacos de areia, mas queremos que seja feito algo mais definitivo”, pediu.

André Pimenta, presidente da Piratininga Unida Moradores + Amigos (Puma), relatou que a ideia de implantação dos recifes foi abraçada pelos moradores. Ele comentou, ainda, sobre a importância de intervenção que resolva a longo prazo o problema que afeta a orla.

“A situação ainda é uma grande interrogação para nós. Os moradores querem participar desse processo de decisão do que será feito. Consideramos que o estudo que será feito é o grande legado que vai ficar. Não queremos remendos, queremos uma solução definitiva para o problema”, disse.

Há pouco mais de uma semana, começou a funcionar o trailer no lugar do quiosque que precisou ser interditado após a ressaca que destruiu o calçadão. Após um abaixo-assinado que reuniu mais de mil assinaturas, os quiosqueiros conseguiram, junto à prefeitura, licença para funcionamento na instalação provisória. O comércio pertence a Manoel Francisco da Silva, de 44 anos, o Maçarico.

“Ainda estamos nos adaptando, porque funcionávamos com estrutura diferente. No momento, o trailer está nos atendendo, mas o que queremos mesmo é a reforma do calçadão para ter o meu quiosque de volta. Não sabemos qual o tipo de obra que será realizada, só esperamos que seja feita. Espero que a prefeitura olhe para Piratininga, para o calçadão e para nós”, comentou.

Rastro de destruição
– No final de abril, pela quarta vez em 20 anos, parte do calçadão foi destruído por uma ressaca que atingiu o Rio de Janeiro.

Fonte: O Fluminense
Foto: Evelen Gouvêa

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